quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Césio 137: O brilho da morte


Césio 137: O brilho da morte


Em 13 de setembro de 1987, dois catadores de lixo de Goiânia deram início ao que seria o segundo maior acidente radioativo do mundo, atrás apenas de Chernobyl, na Ucrânia. Ao arrombarem um aparelho radiológico, encontrado nos escombros de um antigo hospital, expuseram o césio 137, pó branco que emitia um estranho brilho azul quando colocado no escuro. Considerado sobrenatural, o elemento radioativo criado em laboratório passou de mão em mão, contaminando o solo, o ar e centenas de moradores da capital goiana.
Foram necessários 16 dias para perceberem que a substância estava deixando um monte de pessoas doentes. Durante esse tempo, a contaminação só se espalhava. Após o desastre, os trabalhos de descontaminação produziram 13,4 toneladas de lixo radioativo entre roupas, utensílios, plantas, animais, restos de solo e materiais de construção. Tudo isso foi armazenado em cerca de 1200 caixas, 1900 tambores e 14 contêineres, guardados em um depósito construído na cidade de Abadia de Goiânia, a 24 quilômetros da capital - e lá deve ficar por pelo menos 180 anos.
"O brilho da morte", como o césio foi chamado por Devair Alves Ferreira, primeira pessoa a entrar em contato direto com o elemento, fez centenas de vítimas. Quatro morreram cerca de um mês após a exposição. Entre elas, uma criança de 6 anos, Leide das Neves, considerada a maior fonte humana radioativa do mundo. Atualmente, as vítimas reclamam do descaso do governo, afirmando que estão sem assistência médica e medicamentos. O governo nega a acusação e afirma que as vítimas usam o acidente para justificar todos os seus problemas de saúde. Em 1996, a Justiça condenou, por homicídio culposo, três sócios e um funcionário do hospital abandonado a três anos e dois meses de prisão. Mas as penas foram trocadas por prestação de serviços


Fernanda

Césio 137 Goiânia

 


O que foi o desastre do Césio 137 em Goiânia
 Fonte youtube ..
FERNANDA

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Problemas e Perigos de elementos radioativos


Problemas e Perigos

[editar]Armazenamento definitivo

O grau de segurança para disposição final é principalmente determinado pela ocorrência de produtos altamente radioativos e pelo teor de radioisótopos que emitem radiação alpa. No caso de disposição final direta (sem reprocessamento) de lixo nuclear, uma usina de grande porte, como Angra 2, gera cerca de 50 m³ por ano de resíduo de alta radioatividade (volume correspondente a um cubo de aprox. 4 m de aresta). Com reprocessamento são cerca de 7 m³ por ano (volume correspondente a um cubo de aprox. 2 m de aresta); porém a quantidade de resíduos de baixa e média radioatividade é 20 vezes maior, devido à geração de material radiotóxico durante o reprocessamento.

[editar]Contaminação da biosfera

Transporte de resíduos radioativos nos EUA.
O principal problema na disposição de resíduos radioativos é a percolação de tóxicos contidos no material radioativo paralençóis freáticos, levando assim à inevitavel dispersão do material na biosfera. Uma vez contaminada, a água entra diretamente na cadeia alimentar, como por exemplo através de represas e poços e, indiretamente através da ingestão de alimento contaminado (incorporação da contaminação pelo pescado, utilização de água no cultivo agrícola, pecuária entre outros).
Como vários elementos contidos nos resíduos nucleares têm meia-vida de 1000 anos ou mais, eles devem ser isolados (depósito definitivo) durante muito tempo. Por exemplo o elemento Plutônio-239, que decai sob emissão de radiação alpha e possui atividade específica de 2000 Bq/µg, sendo portanto extremamente radiotóxico.
Ventos durante de um período de seca em 1967 e incêndios florestais em 2010 aumentaram a área contaminada nas regiões de Majak. A região de Majak é considerada a mais contaminada no mundo, devido ao grave acidente em uma central de reprocessamento em 1957. Cerca de 10.000 hectares em torno da instalação apresentam contaminação com aproximadamente 4·1017 Becquerel (mais do que a quantidade liberada no acidente nuclear de Chernobil). Incêndios florestais ocorridos na Rússia em agosto de 2010 também levantaram nuvens de poeira radioativa na região de Brjansk (região que ficou contaminada na catástrofe nuclear de Chernobil em 1986). Os incêndios fizeram as partículas radioativas chegarem à atmosfera e se distribuirem em áreas maiores, aumentando a região contaminada.

[editar]Transporte

Alguns países com usinas nucleares não possuem centrais de reprocessamento (Alemanha, Japão, Canadá). Assim, a escolha de deixar enriquecer em outros países traz como consequência o transporte de substâncias altamente radioativas pelo mundo. Inclusive, a embarcação desses resíduos leva o perigo de contaminar mares e oceanos.


FONTE WINKPÉDIA
CELINA

Resíduos radioativos


Os resíduos radioativos (ou "lixo atômico") é formado por resíduos com elementos químicos radioativos que não têm ou deixaram de ter utilidade. É gerado em processos de produção de energia nuclear, tanto em uso pacífico como em armamento nuclear, podendo ainda ser oriundo de outros usos, tais como tratamentos e diagnósticos radiológicos e pesquisa científica. O resíduo radioativo resultante de um acidente nuclear aquece e derrete até eventualmente solidificar em massas que os cientistas apelidam de FCM (fuel containing material).[1]
A destinação do resíduo radioativo é um dos problemas mais sérios resultantes do uso da fissão nuclear para a geração de energia elétrica.
O maior perigo apresentado pelo lixo atômico é sua radioatividade, tóxica e cancerígena, mesmo em quantidades pequenas.
A radioatividade desse material diminui com o tempo. Todo radioisótopo tem uma meia-vida T½ (entre frações de segundo e bilhões de anos), ou seja, o tempo necessário para perder metade (½) de sua radioatividade. Todo elemento radioativo decai para um elemento não-radioativo, mas o tempo necessário para que 99,9% dos núcleos radio-isótopos decaiam para núcleos não-radioativos é de aproximadamente 10 vezes T½, que no exemplo do Urânio-235 (o combustível de uma usina nuclear típica) seriam 7 bilhões de anos.

Fonte winkipédia
Fernanda 


sábado, 3 de novembro de 2012

Água de enxague


Água de enxágue

A água resultante da lavagem intermediária e final dos
filmes radiográficos contém todos os compostos do
revelador, do fixador e de seus produtos de reação, o que
também a torna carente de tratamento antes de ser lançada
na rede de esgotos6.
Bortoletto et al. (2005) concluíram que elevados volumes
de água de processamento são lançados diariamente na
rede coletora de esgoto, com concentração de prata muito
acima do valor estabelecido pela Resolução n° 358/05 do
Conama para lançamento de efluente (0,01 mg/l). Devese
buscar a recuperação da prata da água de enxágue,
reduzindo custos do processo e permitindo a reutilização
dessa água no processo2.
Situação atual dos rejeitos radiológicos
Um levantamento realizado entre 1991 e 1996 estimou a
existência de 75 mil aparelhos de raios X odontológicos
em utilização no País, correspondendo a 30% do número
de radiografias anuais realizadas. Somam-se a isso dados
do Conselho Federal de Odontologia que apontam
224.130 cirurgiões-dentistas exercendo a profissão e 188
faculdades que prestam assistência odontológica no País.

Celina

Revelador


Revelador
A solução reveladora contém compostos aromáticos
fenólicos (hidroquinona /quinona), sais de aminoácidos e
pH alto, fora do intervalo permitido (de 5 a 9). A sua DQO
é alta, cerca de 3.800mg O2/l, aproximadamente 20 vezes
o limite máximo que a legislação permite para o descarte6.
Para as soluções reveladoras usadas, a RDC n.º 306/2004
indica sua neutralização (pH 7-9) e seu descarte com
grande quantidade de água no sistema de esgoto sanitário
com sistema de tratamento. Os reveladores não utilizados
e as soluções concentradas devem ser condicionados
em frascos, como descrito para a solução fixadora, e
encaminhados da mesma forma3.
Para a neutralização desse efluente, pode-se utilizar a soda
cáustica em solução ou o ácido muriático para aumentar ou
diminuir o pH, respectivamente15. A utilização de vinagre
(ácido acético) também é encontrada na literatura para a
neutralização do revelador. Para o controle do pH, podese
fazer uso de uma fita indicadora (pH entre 7 e 9) e
adicionar, para cada litro de revelador, 10l de água e 100ml
de vinagre comum16.

FERNANDA